I Encontro Sul Fluminense de Escritores

23 de julho de 2016
I Encontro Sul Fluminense de Escritores

Uma tarde muito interessante, onde respiramos arte!
Parabéns a todos os organizadores e participantes desse evento, pois foi realmente um sucesso!
O Concurso de poesias e Contos "Maria José Maldonado", promovido pela AVL recepcionou
os premiados, que fizeram suas declarações pessoais a respeito da Literatura, e temos a certeza de que como jurados contribuímos de alguma forma, para que ingressem na área das palavras, sem receio e com muita garra!

A UGB e UFF foram grandes incentivadores do Evento, oferecendo o espaço físico e toda a estrutura de apoio!
Várias atividades foram realizadas durante o dia até às 19h.
I Encontro Sul Fluminense de Escritores

I Encontro sul Fluminense de Escritores

I Encontro Sul Fluminense de Escritores

Encontrando um Amor

21 de julho de 2016
Encontrando um Amor





Na adolescência costumamos encontrar paixões nas escolas, ficamos envolvidos e dispersos durante as aulas, um verdadeiro encantamento nos envolve a pele, os olhos, os pelos.
Maria Anita ficou mesmo alucinada por um colega de classe, pouco mais velho que ela, uma menina de apenas doze anos de idade, mas com o coração fervilhando... não podia vê-lo, uma taquicardia tomava conta e era quase impossível falar com Bruno, que sempre se mostrou muito atencioso e carinhosos com a amiga.
Quando jogavam basquete, ele a chamava de “Marinovisk”, o que a fazia sorrir e imaginar um beijo de seu “príncipe!”

“Você é insegura, não sei por quê
As pessoas olham quando você passa pela porta
Não precisa de maquiagem, para se esconder
Sendo da maneira que você é, é suficiente”( One Direction)

O primo dela era amigo de Bruno, desta forma tinham sempre um motivo para conversar e encontrar uma justificativa para isso.Com o passar dos anos se separaram, pois ele foi fazer o ensino Médio em outra escola, e a vida seguia normalmente, mas sempre Maria lembrava das conversas que tinham nos intervalos das aulas e na cantina escolar!
Ela terminou o ensino médio e resolveu fazer “Letras”, o que a deixava muito realizada, pois adorava poemas, romances, escrever era seu dom, desde bem pequena! Quando já estava no segundo ano do curso, num sábado lindo de muito sol, resolveu ir ao Clube para encontrar amigos e colocar as “fofocas” em diakkkk quando não esperava, olhou para trás e lá estava o Bruno, todo esportivo e mais bonito. Veio correndo em sua direção, se abraçaram e lhe contou a verdade do passado:
- Eu sempre me interessei por você, mas nunca tive a coragem dizer que a queria para mim!
Maria não teve palavras....ficou muda e feliz, mas não sentia mais nada por ele, apenas “amizade”, ficaram ali por algumas horas contando as experiências, ele já um advogado formado e trabalhando na área.

“Baby você ilumina o meu mundo como ninguém mais
A maneira que você joga seu cabelo me deixa dominado
Mas quando você sorri para o chão, não é difícil adivinhar
Você não sabe
Você não sabe que você é linda”

Despediram-se e logo em seguida ,envia um whatsApp para ela, dizendo que a amava e que agora não iria ser covarde e lutaria pelo seu amor, mas ela responde com muito carinho,que o seu sentimento por ele era apenas de "amizade!"
Anita era muito estudiosa e levava seu curso muito a sério, praticamente nem namorava, poucas vezes “ficava” com alguém numa "balada" e nada mais...
Formada e trabalhando em um colégio renomado, ela sai para fazer compras de material didático, quando Bruno passa por ela e a abraça fortemente, não foi possível respirar...era muita emoção que vibrava em seu corpo meio trêmulo.
Marinovisk e Bruno seguem em direção ao rio que cortava a cidade abraçados, olham para as águas que correm... olham novamente um para o outro e afastam-se definitivamente ...

“Se você visse o que eu posso ver
Você entenderia porque eu te quero tão desesperadamente
Agora eu estou olhando para você e eu não posso acreditar
Você não sabe
Você não sabe que você é linda
Mas é isso que te torna linda”





Elis Regina:O fascínio de sua voz

19 de julho de 2016
Elis Regina


Elis é uma intérprete genial, uma personalidade apaixonante e uma lição: quem ama o que é, atrai amor. De todo lado.

Elis Regina é um universo, como querem os astrônomos. Seria preciso um Carl Sagan para escrever com precisão sobre estrela de tamanha grandeza.

Elis Regina Carvalho Costa, a Elis Regina, passou como um furacão pela Música Popular Brasileira entre a década de 1960 e o início da década de 1980, quando morreu precocemente, aos 36 anos.

Vendeu 4 milhões de discos em 18 anos de carreira. Qualidade vocal, presença de palco e personalidade colocaram Elis na história como uma das mais importantes cantoras e intérpretes brasileiras.

Alguns dizem que a data de fundação da MPB foi o início do mês de abril de 1965, quando Arrastão venceu o 1º Festival Nacional da Musica Popular Brasileira da extinta TV Excelsior. Arrastão era uma parceria de Edu Lobo e Vinícius de Morais e realmente não tinha nenhuma feição “bossanovista”. Impossível cantá-la com um banquinho e violão.

Elis Regina detona na interpretação não apenas em termos de potência vocal como de performance física. O coreógrafo Lennie Dale mandou que ela cortasse os cabelos e agitasse os braços. E ensinou-lhe como fazer.

Abençoada com uma linda voz grave e sensual, uma técnica perfeita e um sentido rítmico e harmônico digno de um gigante do jazz, Elis era um músico completo que competia não só com seus colegas, mas consigo mesma.

Elis estudou piano brevemente durante a infância com uma professora particular. Após concluir a fase inicial, a professora sugeriu a procura de um conservatório que, por sua vez, exigia que o aluno tivesse o instrumento em casa. “Entre comer e ter o piano, meus pais escolheram comer, o que a longo prazo eu achei ótimo”, disse Elis em entrevista em 1972.

Elis era espírita, estudiosa de Allan Kardec e chegou a psicografar cartas. Além de fazer shows beneficentes para instituições sociais. Devido à sua afinidade com a religião, foi convidada a participar de um especial em homenagem a Chico Xavier, cantando a canção "No céu da vibração", de 1980.

Elis foi reprovada por Tom Jobim, em 1964, durante as audições para o disco Pobre Menina Rica, sob a alegação de que ela ainda era muito provinciana.  Exatamente dez anos depois, gravaram juntos o disco Elis & Tom, histórico registro da MPB. O disco foi o presente dado à Elis pela gravadora ao completar dez anos de gravações na antiga Philips, atual Universal.

Elis impressionou o maestro inglês Peter Knight e sua orquestra ao gravarem juntos o disco Elis in London, de 1969, ao vivo, sem repetir nenhuma das doze canções. Foi aplaudida de pé pelos músicos ao final da gravação. O disco só seria lançado no Brasil em 1982, após sua morte.

A música "Atrás da porta", gravada por Elis em 1972, ainda não estava finalizada e era apenas um rascunho quando foi ouvida por Roberto Menescal, seu produtor à época. Elis gravou apenas a parte inicial da letra, fazendo vocalizes durante o resto da canção. O registro foi enviado a Chico Buarque, que a finalizou instantaneamente.

Elis foi diretamente investigada pelo DOPS, órgão de repressão da ditadura militar, e chegou a ser intimada para depor nesse departamento, devido a sua ligação musical com o movimento negro norte-americano (evidenciada pela gravação da canção "Black is beautiful", em 1971) e por interpretar compositores tidos como subversivos. Um diplomata sueco chegou a ser detido durante uma manifestação anti-ditadura por portar um LP de Elis.

Alguns compositores ficavam receosos de gravar suas próprias canções após Elis as ter interpretado, tão forte era a marca de seu registro. Gilberto Gil, após vê-la cantando "Se eu quiser falar com Deus" em um show, se perguntou: "Como é que eu vou cantar essa música agora?".

Os direitos trabalhistas dos músicos brasileiros eram preocupação permanente de Elis Regina. Em 1978, criou a Associação de Músicos e Intérpretes (ASSIM), na tentativa de reparar músicos do que considerava uma grande injustiça: ao gravar discos, instrumentistas eram obrigados a abrir mão de seus direitos conexos.

Elis não gostava de cantar sucessos antigos em seus shows, e a partir de 1978 deixou de cantar "Romaria" particularmente após uma fã vir lhe pedir um autógrafo, aos prantos, segurando uma imagem de Nossa Senhora, como se viesse receber uma bênção.

Após se apresentar no Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, em 1979, Elis era chamada pelo público e pela crítica europeia de "a nova Ella Fitzgerald". Antes de se apresentar, Elis teve uma crise de choro ao se lembrar que ela, filha de lavadeira, iria se apresentar no mesmo palco que os grandes gênios da música mundial. Ao final de show, foi convidada a se apresentar, sem ensaio, com Hermeto Paschoal, numa apresentação que até hoje é considerada histórica. Por não ter aprovado seu desempenho no show, Elis não autorizou o lançamento do álbum, que veio ao público apenas após sua morte, em 1982.

Elis falava exatamente o que pensava, na hora em que pensava, na linguagem que a conviesse. Há imagens de palavrões homéricos sendo ditos em rede nacional no horário nobre. Elis ria alto, desajeitado, grande. Quase gritava. Fazia escândalo, brigava mesmo.

No início de 1982, pouco antes de sua morte, em 19 de janeiro, Elis começava a preparar um novo disco. Anotações na agenda da cantora traziam lista do que podia ser o repertório de seu novo trabalho, com músicas de Milton Nascimento (Nos bailes da Vida; Tudo que você podia ser) e Tom Jobim (Falando de amor).

Henfil escreveu a frase definitiva sobre sua morte física; os homens a matamos. Matamos a maior cantora do Brasil com desprezo, críticas hidrófobas, ressentimentos mesquinhos de incompetentes que serão tragados pelo tempo, ao passo que esse mesmo tempo, que devora o coração dos invejosos, a rejuvenesce cada vez mais. O crítico nojento que se exploda com a implacável permanência de Elis, sua venda constante de discos, os textos que continuam gerando, a homenagem de Maria Rita ao repertório dela.

Com 1,53m, Elis sempre quis ser a maior cantora do Brasil, uma preocupação que Maria Bethânia, Gal Costa, Nana Caymmi, Marisa Monte ou Cássia Eller nunca tiveram, mas para ela era uma questão de vida ou morte, que estressava sua vida numa competição permanente.

Na montanha-russa de sua vida, Elis também poderia ser de extrema doçura e solidariedade com os amigos e uma mãe dedicada e amorosa que deu seu melhor aos filhos. Sem ser nenhum padrão de beleza, era uma sedutora irresistível e teve os homens que quis, na hora que quis. ” (Nelson Motta)


VÍDEOS:

·         Última entrevista de Elis, pelo programa Jogo da Verdade (TV Cultura): https://www.youtube.com/watch?v=ax-p-Zr8cyg
·         Arrastão: https://www.youtube.com/watch?v=oqsR46k-FM0
·         Águas de Março - Ensaio - MPB Especial: https://www.youtube.com/watch?v=WaU0gDSmi84
·         O Bêbado e A Equilibrista: https://www.youtube.com/watch?v=6kVBqefGcf4
·         Vou Deitar e Rolar (Baden Powell - Paulo César Pinheiro): https://www.youtube.com/watch?v=qErCYYU6bGE
·         Elis Regina entrevistada por Nelson Motta - (Montreux): https://www.youtube.com/watch?v=zhBKXqlJLRM
·         Como Nossos Pais: https://www.youtube.com/watch?v=2qqN4cEpPCw
·         Elis Regina e Lennie Dale - Me deixa em paz – 1971: https://www.youtube.com/watch?v=TJGStH9nerk
·         Romaria: https://www.youtube.com/watch?v=_7NsdkuVIaM
·         Fascinação: https://www.youtube.com/watch?v=EIyyFyZtQzE
·         Madalena: https://www.youtube.com/watch?v=a_GZFPxnGKI


DISCOGRAFIA:

Estúdio

Ø  1961 - Viva a Brotolândia
Ø  1962 - Poema de Amor
Ø  1963 - Elis Regina
Ø  1963 - O Bem do Amor
Ø  1965 - Samba - Eu Canto Assim
Ø  1966 - Elis
Ø  1969 - Elis - Como e Porque
Ø  1970 - Em Pleno Verão
Ø  1971 - Ela
Ø  1972 - Elis
Ø  1973 - Elis
Ø  1974 - Elis & Tom (com Antônio Carlos Jobim)
Ø  1974 - Elis
Ø  1976 - Falso Brilhante
Ø  1977 - Elis
Ø  1979 - Essa Mulher
Ø  1980 - Saudade do Brasil
Ø  1980 – Elis

Ao Vivo

Em Vida

Ø  1965 - Dois na Bossa (com Jair Rodrigues)
Ø  1965 - O Fino do Fino (com Zimbo Trio)
Ø  1966 - Dois na Bossa nº 2 (com Jair Rodrigues)
Ø  1967 - Dois na Bossa nº 3 (com Jair Rodrigues)
Ø  1970 - Elis no Teatro da Praia
Ø  1978 - Transversal do Tempo

Póstumos

Ø  1982 - Montreux Jazz Festival
Ø  1982 - Trem Azul
Ø  1984 - Luz das Estrelas
Ø  1995 - Elis ao Vivo
Ø  1998 - Elis Vive


Elis Regina

BIO


Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blogs "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor, do blog Eliane de Lacerda e do site Jornal Correio Eletrônico. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.